15• São feias e dão voltas e revoltas na língua... Mas que aliviam, aliviam! Falo daquelas palavras que fazem parte da linguagem dita vulgar, mais vil que o calão, mas que todos sem excepção aprendem e soltam nos momentos mais delicados da sua (nossa) existência. Há quem lhes xame "palavrões", há quem lhes xame asneirada, e outros ficam-se pelo boçal - mas, sem dúvida, mais eloquente - epíteto de "caralhadas". E quem não as deu já, que solte a primeira... vai ver como o mais sombrio dos dias se ilumina repentinamente, a lancinante dor se alivia instantaneamente, ou o mais idiota dos indivíduos se transforma num refinado humorista. Qual bálsamo da cobra, qual mésinha das bruxas! basta abrir a boca e deixar sair o som aviltante da palavra impronunciável (eu sei k se diz "inefável"... mas asneira por asneira, deixem-me lá dar mais uma!) e tudo se resolve, tudo se soluciona. Razão têm nuestros hermanos: "... que las hay, las hay!"
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