24.12.04

Pançês 13

18• Não sei quem disse que "a vida é uma doença incurável, cuja taxa de mortalidade é 100%". É capaz de ter razão; mas andem por aí alguns que já ultrapassarem o prazo de validade há muito tempo!!!
E que dizer da época das natalices? É só paz e amor, só cretinices, pa dar tudo em nada. É como aquela família em que ninguém se falava, mas que todos os anos se juntava na noite de natal, pk é preciso manter as aparências... Ah! bela taxa de mortalidade, k anda tão mal distribuida... Num dar uma caganeira a estes gaijus todos, pa decidirem mandar construir retretes em vez de mandar por luzinhas a piscar plas ruas!!! E quantos caixotes de lixo se colocavam com akilo k se gasta com estas futilidades de uma semana?!...
Detesto o natal. Que não tem nada a ver com a celebração religiosa cristã.

8.12.04

o martelo

Friedrich Nitzsche tem uma obra com um sub-título assaz interessante; é o único livro que consegui não ler até ao fim. Não me deixaram. O crepúsculo dos ídolos ou como filosofar com um martelo. É que a leitura do livro coincidiu com um período em que estive à beira de "perder a razão" (?!), e afastado de tudo o que pudessem ser influências nefastas e nefandas ao meu depauperado espírito, o desgraçado do livro lá continua na estante, memória desses tempos, sem nunca mais lhe conseguir pegar. E nem preciso. Não têm faltado por aí discípulos incógnitos que vão pondo em prática da forma mais soez e incauta os pensamentos daquele luminar do nihilismo existencialista. Mas se Nitzsche aplicava a si próprio — assumindo na sua forma de estar na vida, até às últimas consequências — o martelo do pensamento, já os seus seguidores do presente, do alto das suas cadeiras de poder em que se alçaram, impõem a outrém o pensamento do martelo... Estranha inversão, cujas consequências grandes amargos de boca nos fazem saborear...
"Sic transit gloria mundi!..."

23.11.04

Pançês 12

17• Um amigo meu que é pintor (e k até pinta umas coisas fixes: tenho uns quadros dele pendurados lá em casa...) disse-me uma vez que pintar é um sofrimento. Eu num percebi. O rapaz tem jeito (munto jeito), os quadros dele até são carotes, e ele vai e diz uma coisa dakelas...
Mas afinal, entendi k até é verdade. É como o pançêr: é doloroso! eu tenho-me visto e desejado para pançêr! E vai daí, fiz greve. Como greve tem feito o rapaz à pintura. Ele diz que não pinta (o k é de facto uma pena... ainda estou à espera dumas coisas saídas das mãos dele; porque vale a pena esperar, nem que sejam cinquenta anos!); e eu não digo que não pançe... mas que tenho preguiça, ai isso tanhu. E como todos temos direito à greve, tenho estado no uso do meu direito (com ocupação de instalações, bem se vê, não vá o diabo tecê-las, que com as voltas e reviravoltas que por aí andem, se volto costas ainda acabo sem lugar...).
Mas, ó Pintor, não faças greve. Sem os Pançês dum fifóloso toda a gente passa bem, mas sem os quadros de um artista o mundo fica mais feio. E incompleto.

8.11.04

Pançês 11

16• Quando a gente se põe a escrever raramente sabe o que vai sair no fim da escrita... às vezes umas mentes iluminadas lá têm uns rasgos dakilo k kerem dizer e da maneira como o kerem fazer... mas o k é certo (já o dizia um gaijo célebre qualquer, não me lembra kem) é k as palavras, mal nos saem da boca, nos deixam de pertencer. É mal nos saem da boca, do lápis ou dos dedos (sim, porque com estas coisas da escrita e da internet, já n é só àquilo que s diz, mas também àquilo k se xcreve k se aplica akela máxima e lei geral).
Os xineses têm até um ditado sobre isso; dizem k uma das coisa k nunca volta atrás é a palavra dita. Dita e desdita, nunca essa coisa andou por caminhos tão desgraçados, tão ínvios, e nunca tão maltratada foi... um exemplo é este "escrito", em k as mais elementares regras da ortografia são mandadas às urtigas. E para k? De facto, num havia necessidade... só pork me apeteceu. Porque sim!
Mais um exemplo. É k sempre aprendi k "porque sim" não é justificação para nada... Mas numa época em k a iconoclastia impera, em k as regras existem para serem kebradas, em k a lei não é mais do k uma palavra, sinónimo de algo ao qual todos nos deveremos esforçar por ser avessos, em k até a anarkia n passa já de um ideal balofo, bafiento e malxeiroso dos antros de antanho, o "porque sim" passou a poder justificar tudo e mais alguma coisa.
A prova? basta olhar à nossa volta, e os "porque sim's" sucedem-se a um ritmo avassalador por todo o lado onde pousemos os olhos ou os ouvidos...

3.11.04

Pançês 10

15• São feias e dão voltas e revoltas na língua... Mas que aliviam, aliviam! Falo daquelas palavras que fazem parte da linguagem dita vulgar, mais vil que o calão, mas que todos sem excepção aprendem e soltam nos momentos mais delicados da sua (nossa) existência. Há quem lhes xame "palavrões", há quem lhes xame asneirada, e outros ficam-se pelo boçal - mas, sem dúvida, mais eloquente - epíteto de "caralhadas". E quem não as deu já, que solte a primeira... vai ver como o mais sombrio dos dias se ilumina repentinamente, a lancinante dor se alivia instantaneamente, ou o mais idiota dos indivíduos se transforma num refinado humorista. Qual bálsamo da cobra, qual mésinha das bruxas! basta abrir a boca e deixar sair o som aviltante da palavra impronunciável (eu sei k se diz "inefável"... mas asneira por asneira, deixem-me lá dar mais uma!) e tudo se resolve, tudo se soluciona. Razão têm nuestros hermanos: "... que las hay, las hay!"

16.10.04

Incoerência(s)

Um Primeiro Ministro, cujo primeiro acto de governação é nomear 13 secretárias particulares e mudar toda a frota automóvel do Governo. Uma Ministra da Educação que afirma não haver qualquer problema com a colocação de Professores, quando o ano lectivo deveria ter começado a meio do mês de Setembro e os professores só foram colocados nas escolas respectivas a 6 de Outubro. Um Ministro da Defesa que nunca cumpriu o Serviço Militar. O leader partidário de um dos maiores partidos de direita, que assumidamente é contra os direitos dos homossexuais, lésbicas, bisexuais e transsexuais, é gay.
Um celibatário de 86 anos, que sofre de uma doença neurológica degenerativa, dá conselhos pretensamente infalíveis aos casados. O mesmo infalível escuda-se no medievalismo do seu celibato para continuar a proibir aos seus seguidores o uso do preservativo.
"Sic transit gloria mundi!..."

1.10.04

ontem, hoje e amanhã

Como sempre, as conversas de almoço são muito instrutivas, perspicases, e outras coisas terminadas na mesma desinência, como "feijões com carne de porco".
E então, quando se começa a falar acerca de tempo, necessária e invariavelmente se termina a falar de flores. Assim vai o mundo!...
Porque ainda era ontem quando eu comecei uma conversa com um amigo meu e, vai daí, ele pergunta-me se ainda era hoje e eu, como é lógico, tive de lhe responder que não, já era amanhã...
estas coisas do tempo são assaz deveras incomodativas, porque ou se tem o relógio biológico bem acertado, ou não há conceito de tempo — por mais concreto e absoluto que se queira que seja! — que resista.
É que ontem hoje e amanhã não passam do mesmo... pois. É como as flores. São flores e pronto. Ele há flores mai coisas e flores menos assim; há ramos de flores e canteiros de flores... mas são flores. E o tempo é o mesmo: quer chova, quer faça sol, é sempre ontem, hoje ou amanhã. E o mais engraçado é que se estiver vento ou o céu nublado, acontece o mesmo!
Que raio de coisa, que uma pessoa tá hoje tão bem descansada, e de repente dá-se conta de que afinal, já não é hoje, mas amanhã e, pra cúmulo, não estava nada hoje, mas era ontem... E depois a gente ainda se queixa de perder as contas a quantas anda...!
Razão tinha o outro: "C'a puta de criatura!" Vá-se lá saber porquê...

29.9.04

a descoberta do elixir da juventude

Pois é, é k estas coisas de se ir comer acompanhado tem k se lhe diga; e de se ir aompanhado de intelectuais, ainda k se lhe diga mais tem...! Cientistas descobriram que viajar a grandes velocidades fazem com as pessoas rejuvenesçam. Foi assim: puseram um relógio num avião supersónico, e deixaram outro, certinho e igualzinho, em terra. Passadas 15 horas a voar a velocidades superiores á do som, o relógio do avião marcava menos cinquenta milionésimos de segundo!
Até fikei cuma espinha de carapau espetada na garganta, apesar de num tar a comer peixe... Atão já pennsaram nas aplicações práticas imediatas desta maravilhosa descoberta?!... mandan-se akeles kridos e aquelas kridas todos pro ar num jacto, a viajar a velocidade supersónica durante uma série de anos pa substituir todas as operações de cirurgia estética k se fazem por aí... (sim, porque se 15 horas deu pro relógio perder 50 milionésimos de segundo, o jet 7 tem de por lá andar a fazer umas fêstas valentes pa n ter de fazer mai pilingues).
E já imaginaram o valente alívio k era ter akela gentinha toda em órbita real (pk em órbita virtual já andam permanentemente), em vez de nos andar a amassar a cabeçorra por aki?!... e o susto k levavam qdo aterrasem da substituição da operação, e ficassem entaladinhos entre o passado k são e o futuro k perderam? Ah, k lindos enterros nesse dia se fariam!

26.9.04

Pançês 9

14• Há sempre em todos nós uma estranha capacidade para tentarmos ajudar os que nos estão próximos; próximos no tempo, próximos no espaço, próximos nas ideias...
Chamamos a essa nossa tendência muitos nomes: amizade, desinteresse, fraternidade, humanidade, filantropia, e sei-lá-mais-o-quê; para arranjar nomes e títulos, baste-nos acordar inspirados que não nos faltarão sinónimos (ou nem por isso).
E sofremos — oh, se sofremos! —, quando são debalde os nossos esforços, e vemos ir por água abaixo o trabalho que empenhadamente nos propusemos realizar para modificar condutas, racionalizar atitudes, criar a sensatez... nos outros! Pois, porque somos sempre nós quem nada tem a mudar: são os outros que terão que ser (à boa maneira do paizinho orgulhoso que dizia ao precoce infante: "Filho, quer queiras, quer não queiras, vais ser bombeiro voluntário!"), versões humanizadas da ovelha Dolly...
Espírito de carneirada? náh! quem é que pançou nisso?!...

20.9.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) IX

Gramática - é uma coisa de que se fala e ouve falar por causa dos pontapés. Na situação actual, será, por isso, sinónimo de bola... ou de futebol.

Futebol - dantes era um desporto; agora tanto pode ser visto como uma macroeconomia paralela, um clube de chá, um grupo inconsequente de meninos mal comportados, ou a elite dos mais iguais dos desiguais. Depende das opiniães...

Desporto - jogo do berlinde, da malha, da sueca, do xinquilho e da bisca lambida. Os outros não são pra cá xamados.

14.9.04

D(i)ário IV

Fui outra vez a Lisboa.
Pois, pk um gaiju aki dá em marado, passa-se todo, com esta pasmaceira... Akilo em Lx tá cada vez melhor. Só gaijus bons! Vim de lá k nem posso.
Primeira noite. Fui deixar as coisas a casa do Duarte. Ele ainda lá estava... saímos os dois. Fomos dar uma volta plo Bairro Alto. Só Homens liiiindos! É de um gaiju ficar cego. Entramos no Portas (dasss, parece k num há mais nada em Lx! Bem, pa começar a night... até k nem tá mal). Logo à entrada, um super amigo dele: "Olá, Duarte, vens muito bem acompanhado." Foda-se! era o Júlio! Já távamos fartos de teclar na net e de fazer umas brincadeiras com as cams, mas nunca nos tinhamos encontrado... devo ter ficado corado até às orelhas, mas tá a andar de mota! não dei parte de fraco. "É um gand'amigo meu, Júlio, Dário"
Não havia mesas. Ficámos de pé a beber umas merdas. O Júlio é bom k se farta. A ver se o Duarte se orienta, k eu fico já por aki... O gajo é lindo à força toda! Já o tenho certo pra esta noite, pla maneira como ele olha para mim... O Duarte vai passando a cumprimentar alguns amigos e mais pipol k conhece. Ficamos os dois a conversar. O Júlio tem cá um estilo! T-shirt perfeitamente justa ao tronco bem musculado, ligeiramente acima das calças de ganga modeladas ao rabo perfeito, suficientemente descidas pa se ver um pouquinho dos boxers a aparecer... hmmm apetitoso.
O Duarte tá de volta... de que conversámos, nem sei. Trás o "ex" com ele. "Júlio, já conheces o João? O Dário já o conhece há mto tpo..." Estragou tudo! Empata fodas. Com o João ali, vai haver conversa pro resto da noite.
Bem, até axo o João fixolas e divertido... eu é k num tava praí virado. Preferia... outro tipo de conversa mais solitária, só com o Júlio, pa testar até k ponto as brincadeiras da net seriam eficazes ao natural... hehehe
Vamos dar uma volta plos bares do Bairro. Sempre os quatro. Ando cuma fome k como os gaijos todos c os olhos... às 5 entramos no apartamento do Duarte; eu e ele. Os outros, foram cada um pra seu lado. Uma noite sem frutos. Combinámos amanhã ir à praia: vamos pra Caparica.

Segundo dia. Conheci um gajo espectacular na praia: o Eduardo. Fomos para a praia 19. A princípio não me agradou muito o ambiente: mta raínha, mta purpurina, mta bixisse... Abstraí e fikei na minha. Foda-se, n fui pa lá p causa dos outros, embora goste sempre de alegrar as vistas. O João tinha-se lembrado de levar uma bola e entre idas pra água e corridas pras toalhas, fazíamos uns passes... e uma bola perdida, a certa altura, quase cai em xeio em cima de um gajo, sozinho, k se desvia pk todo tempo nos tinha estado a observar pouco discretamente. Ao mesmo tempo que se desvia, apanha a bola e, sem cerimónias, vem ter connosco.
Um corpo de sonho, de fazer inveja a qualquer um dos que lá estavam. Bronzeado, mas não queimado; musculos bem definidos, corpo bem proporcionado, nádegas apetitosas, e o pénis, que o calor fazia semi projectar de entre as pernas, emoldurado por uma penugem bem tratada, envolvendo uns testículos bem desenvolvidos, deixava entrever o prazer que poderia dar a quem o concedesse... Cabelo castanho claro, curto, bem cuidado; olhos claros, num rosto comprido de estátua grega, com lábios sensuais.
Apresentou-se: Eduardo. "Também posso jogar? É uma seca tar sem fazer nada, qdo há pessoal divertido por perto", acrescentou, com um sugestivo olhar na minha direcção. Colocou-se entre mim e o Júlio.
Exímio a "roubar-me" a bola, de cada vez que ela se me destinava, atravessando-se-me à frente, fazendo-nos rolar pela areia vezes sem conta, todas as vezes com um breve instante de triunfo nos olhos, só por mim captado porque o nosso olhar não deixou de estar preso até ao fim da tarde.
Uma tarde que acabou de ser passada connosco, a jogar à bola, a ir à água, juntando-se a nós nas toalhas. Combinámos encontrar-nos à noite nas Docas.
Depois de uns copos, rumámos ao Bairro Alto; mas a mim e ao Eduardo já nada mais nos interessava se não estarmos juntos. Ainda não tínhamos tido possibilidade de estar sozinhos, mas sem que nenhum nenhum dos dois o dissesse, não tínhamos dúvidas de que a noite era nossa... À saída das Docas "perdêmo-nos" dos outros, para nos encontrarmos no apartamento do Eduardo.
Caímos nos braços um do outro, rebolámos no chão, encontrados no desejo que os nossos corpos exigiam.
Foi bom demais. Será que finalmente encontrei aquilo que há tanto tempo procurava sem saber?

(por mim, continua!)

13.9.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) VIII

Orgasmo - produto final de um esforço, compensatório ou não. É compensatório, qdo o dito (orgasmo) resulta do prazer estonteante da cópula entre dois entes, ou da delícia onânica do jogo ganho p 5 a 1... pco compensatório ou frustrante, qdo apenas se traduz na desgastante tarefa de espremer os neurónios sem nada de produtivo e satisfatório resultar, a não ser a estupidificação de kem ouve ou lê (vulgo, conhecido por "orgasmo mental", de cujo é espécime representativa este belogue).

Criançinhas - preocupação universal de toda a loira k é loira, de toda a miss k é miss, e de mais outras coisas k andem por aí...

Património - seguindo a mesma lógica, em que o inverso de "paixão" é "mãe tecto" e o inverso de "skate" é "molhei-te", sendo o matrimónio o casamento, o património é o divórcio.

2.9.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) VII

Riscos - são o k se corre quando se arrisca. Pois, é quase uma tautologia. Mas a vida é assim mesmo. Quando menos se espera, damos c'o as ventas em qualquer coisa que não tamos a contar: uma parede riscada porque se deixaram os marcadores à mão do puto que axa k já tem pinta de artista, ou a lata de spray à mão do teen k se axa com liberdade pa cagar as paredes todas com manchas hieroglíficas (vulgo "grafitti") de cujo significado apenas ele tem a xave.
Mas se falamos em risco à séria, risco, mas risco mesmo... é alguém cruzar-se comigo em dia de lua xeia!

31.8.04

Pançês 8

13• O que nos reserva o futuro? O que nos trarão os dias que se aproximam?... Perguntas k intimidam e inquietam, a par com a velha kestão — mãe de todas as kestões! — "Quem sou, donde venho, para onde vou?"
Kem lhes souber responder, será, talvez, apodado de feliz, de venturoso... ou de mentecapto, pela falácia k a resposta pode fazer transparecer!
E nada como as ligações ditas "virtuais" pra fazerem ruir pela base, e ver desmoronar-se toda uma construção edificada com base em (pre)conceitos e (ante)suposições, quando o que aí (aqui!!!) deveria imperar, antes de mais, seria o bom senso de se ser conhecedor da peculiaridade da característica da ligação: a sua virtualidade... donde, de real nada tem a não ser a vontade dos intervenientes.
Mas qdo o carácter k lhe é próprio é esquecido, e se lhes atribui um lugar e uma importância tais k acabam p substituir as verdadeiras relações entre as pessoas, é chegado o momento mais k certo para se questionar acerca da saúde mental de quem faz tais misturadas! É k n nos podemos eskecer de k a net não pode ser um convite ao individualismo, mas sempre um meio para aproximar as pessoas, e nunca pode servir para afastar e perder os amigos k temos ou fomentar inimizades (até parece o anúncio da ptnet.org, mas pa melhor...).
Ora, o k acontece, de verdade, é k os chat's, mirc's, msn's e outros, nada mais são do k o onanismo institucionalizado, onde kem não entra pra dizer bem de mim, é um ser horrendo, manhoso, aviltante, destinado ao abate.
Porquê continuar-se a iniciar conversas por "oi", "ddtc", "que procuras", e não passar de imediato ao k realmente move tais indivíduos e começar por "quanto mede o teu penis", "na tua casa ou na minha", "de pé ou na cama"? Redundaria numa menor perda do tempo dispendido e, paralelamente, sabia-se logo ao k cada um vai. A isso chama-se sinergia. Uma palavra de origem grega, k tem por significado a reunião de esforços com o objectivo de os optimizar...
Tal como gregos eram os desgraçados k nos deixaram as malfadadas perguntas k ainda hoje nos apokentam a cabeça em noites de insónia: "Quem sou?" "Donde venho?" "Para onde vou?"

24.8.04

Pançês 7

12• As conversas são como as cerejas: quanto mais a gente as come, mais nos apetece comer. Vêm umas atrás das outras, tal como os colares que se compram nas feiras e que, quanda queremos escolher um, nunca sabemos se o k trouxemos é mesmo o k keríamos... Mas, conversas e colares à parte, conversar é um acto sublime, magnífico, estimulante e admirável.
Até acontece, por vezes, a gente por-se a conversar horas a fio, e depois de termos dito imensas coisas super interessantes e de termos ouvido outras tantas ainda mais importantes, quando queremos lembrar-nos do que foi dito... não nos ocorrer absolutamente nada! Partida da memória, ou será que outro motivo nos escapa?!... Inclino-me mais para a segunda possibilidade: é k, à força de tanto tartamudear a língua, perdemos a capacidade de verbalizar algo cujo sentido se lhe perceba e, por isso, dificilmente será podermos mais tarde recordar seja o k for das nossas elevadas reflexões ou profundas conversas...
Por isso, mais vale refugiarmo-nos na milenar sabedoria oriental, e seguir o conselho de um antigo provérbio japonês: "Se tiveres um guarda xuva enfiado no cú, não o abras"...

Pançês 6

9• Os limites da insanidade, é certo que nunca foram estabelecidos. Porque ele há para aí muitos sãos a quem xamam loucos e muitos loucos a passarem-se por sãos; mas isso também não é novidade. Se não, vejamos: diz-se por aí que "a inteligência é como a roupa interior, usa-se mas não se mostra". Isso é sintoma de sensatez, ou de insanidade? o 'senso comum', de facto, diz k é uma pouca vergonha (logo, uma insensatez) mostrar a roupa interior; mas haverá alguma coisa mais sexy do k os vislumbres de "certa" roupa interior... ou da ausência dela...? ;) e não será isso sinal de inteligência maior?!... Ora! às favas os ditos pseudo-intelectualóides e vivam os Calvin Klein à mostra!
(Kem diz Calvin Klein diz outra marca qualquer, k nos põe a salivar só de ver quem os usa... hehehe)

10• A homofobia é um fenómeno muuuuito complexo. A começar pela palavra, k dá azo a uma série de confusões! Kerem ver? outro dia perguntei a diversas pessoas se sabiam o k significava. Pessoas simples, anódinas e anónimas, do género das que vão aos sites "perguntem-ao-coiso-ponto-come". Primeiro não sabiam. Mas decompondo a palavra em Homo (que verbalmente soa a "omo"), logo respondiam alegres e contentes: "detergente pá roupa c'a nha mãe usaba!" Até aki, tudo bem; e até houve uma certa unanimidade, não fora um cavalheiro com ares de intelectual, por-se a falar em qualquer coisa de igual e igualdade, e etc e tal... mas não interessa, k foi o único. Com a "fobia" é k a porca torceu o rabo... "Ó menino, eu sei lá o ké isso!" ou então: "Num le deram inducação in pkaninu e agora anda a xamar nomes às pessoas!!!" Bem, ao fim de uma árdua e amargurada jornada, lá se conseguiram emparelhar um par de respostas mais ou menos coerentes: "fobia é parecido com fugia" (é caso pa dizer: só pode!!) e "fobia n deve ter nada a ver com folia" (poix...).
Atão, voltanto ao tópico inicial, homofobia só pode ser fugir do omo, o k, pro nosso povão, com seu xeiro característico a bode, vem mesmo a condizer. É intrínseco.

11• Fica pa depois, k isto de Pançer é uma actividade muntu custosa. E mal remunerada!!!

17.8.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) VI

Charro - marca de calças e outros trapos. Não confundir com "escarro", nem com "carro", nem com outros veículos motorizados vulgarmente conhecidos por "ramona". Parece k algums curtes tb xamam xarro a outras coisas, mas essas ficam pa outra altura, ka malta agora ker é cortir...

Escarro - um escarro é uma escoisa, espá, que anda, espá, estem esquatro esrrodas, espá, e a esmalta, espá, espalma esbué. Ah... e é esverde, espá.

14.8.04

D(i)ário III

Estou em crise existencial. Ou será mais de identidade?
Se calhar são as duas...
Que merda ando eu praki a fazer?! Não tenho sorte nenhuma... As gajas não me largam a braguilha e eu não as quero; os gajos k quero estão longe ou não me ligam... Triste vida, a de um gajo como eu, numa terra como esta, numa situação como a minha.
Tou praki a pensar nos gajos k já tive... naquilo k já fiz... no k podia ter... e na merda que tenho!
Além das duas mariquitas que toda a gente segrega e trata mal, homossexualidade, aqui, é mentira! Aliás... são é todos uns ganda hipócritas, isso sim! Ainda outro dia, no lago, primeiro, quase fui "crucificado" por causa dos calções tipo cueca que levava; mas depois não deixavam de me deitar olhares de desejo durante o tempo todo, apesar de lá terem as namoradas. Parvos! a pensar que se enganam a eles próprios... cambada de recalcados.
As brincadeiras vão dar sempre ao mesmo: um pretexto pa haver algum contacto físico; e nas piadas, embora super-hiper hetero, lá está a homossexualidade latente, pela falta de coragem de a pôr em prática - que iriam dizer a familia, os amigos, se soubessem! -, camuflada pela mais primária homofobia.
Vou enrolar o pôrro k me arranjaram há bocado, fumá-lo e abstrair-me disto tudo. Pelo menos durante um bocado, sou só eu no universo.
Puta de terra, em k é mais fácil um gajo arranjar droga pa se foder todo, do k outro gajo pa mandar uma foda...

13.8.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) V

Night - é a parte melhor do dia. Pode dormir-se e fazer-se que se dorme; pode ir-se pra borga, ou ficar no bem-bom em casa. Há quem vá tratar de vidas... mas esses são poucos, porque o k há mais são as gaijas da vida. E ele há cada uma!!! sim, porque algumas são muito machas!...

Xá - zona de lazer e passeio, em área não intervencionada pelo programa Pólis da cidade de Coimbra, intimamente ligado com a "night". Não confundir com "Chat" (cf. Dicionário III), pk não tem nada a ver.

Iluminação - maior inimiga de quem ker consumar o engate e não tem sítio. Oooooops! o engate não é isso! ai k já meti os pés... Oh, n interessa; tb ninguém lê, tá a andar de mota. :-P

12.8.04

Dicionário (analfabético e anacrónico) IV

Engate - qualquer dicionário diz que é uma peça através da qual se atrelam umas coisas às outras. Pois...

Bicha - também se lhe chama "fila indiana", que consiste em vários indivíduos dispostos atrás uns dos outros. Combóio. Ah! as carruagens do combóio são atreladas por engates.

10.8.04

pppoetry

Quero.
Talvez...
Quando?
Não sei!
Porquê?
Talvez...
...por ser assim!...
Penso em mim
E não quero.
Porquê?!...
Não sei...
Mas sei
que se soubesse
saberia
o que sei
...e o que quero saber.

Pançês 5

7• Quando alguma coisa corre mal, tentamos pôr culpas em tudo, menos onde elas estão. Mas é claro k as culpas são do k corre mal. Por isso, vamos aproveitar os Jogos Olímpicos, esperar os mecos k se atrasam, e limpar-lhes o sêbo! E assim, tudo irá correr melhor, porque ninguém quer ficar pro fim. Vale a pena pançêr nisto...

8• O acto de Pançêr é algo de nobre, sublime, indizível. É criativo, arrasador, cauterizador; é civilizacional, arrebatador, recalcitrante. É inconformista, obstinado, pertinaz. Mas, sobretudo, é anafrodisíaco.

9.8.04

Pançês 4

5• A chuva é fixe. Pra mim não, que eu não gosto de chuva. Mas, prontos, um gajo, de vez em quando, tem de ser politicamente correcto e pançer umas coisas que ficam bem - mesmo k num fiquem - e que os cromos gostem de saber - mesmo k num gostem. O que eu axo mesmo é que a chuva é como certas pessoas: só aparece quando a gente não quer.

6• A Via verde é um invento altamente: a malta passa à frente dos gaijus todos, põe-os tótil fudidus, principalmente quando eles acabam de ultrapassar as nossas bombas com os seus carrecos de stand de carros batidos. Mas o que vinha mesmo, mesmo a calhar era c'o pipol já viesse equipado com via verde de série...

8.8.04

D(i)ário II

CAÇA
Descia o Chiado. Sem destino e sem grandes esperanças, porque ainda não era a altura propícia. Descia apenas, sem preocupações... Para os gajos bons ainda era cedo.
Fui andando, olhando aqui, mirando acolá. Nada de interessante...
A noite estava óptima. Era quinta feira e tinha acabado de chegar a Lx. Afinal sempre tinha convencido a cota a orientar-me um guito. Tinha só passado pelo apartamento do Duarte, tomado um duche rápido pa tirar os vestígios da viagem e deixado lá as minhas coisas (é uma pena o Duarte andar mais virado prás gajas... mas não me há-de escapar muito tempo, com aquele corpinho de modelo!). Saí logo pá night, que um gajo não é de ferro, e nem se têm hipótese de vir pa Lisboa todas as vezes que se quer...
Mas, meu deus! visão do outro mundo!!! Nem acredito no que tou a ver! Um relance mostra-me o gajo com o corpo mais perfeito que eu alguma vez vi.
Finjo que não é nada comigo, e páro diante da montra de uma livraria, logo a seguir a ele que lá continua e (espanto!) olha descaradamente para mim!
Uso o pretexto de procurar alguém que por ali devia estar mas não está, para o olhar de novo... Não, não me enganei: ele está a olhar para mim e não se incomoda em desviar o olhar.
A segunda vez que olhei deu para apreciar melhor: um gajo maduro (nenhum puto, como os que me têm assediado), músculos perfeitamente desenvolvidos, que mostram o cuidado e gosto por se manter em boa forma: algumas horas diárias no gym... peitorais perfeitamente desenvolvidos, bem delineados pela t-shirt sem mangas que, em vez de os esconder, os realçava; braços grossos, possantes; pernas perfeitas metidas numas calças de ganga justas e, no lugar onde as pernas se encontram, um proeminente volume. O armário completo.
Já muitas vezes me senti avaliado, desejado, já fui apalpado e até perseguido por gajos que me queriam... mas esta foi a primeira vez em que me senti corar, porque fui literalmente comido com os olhos pelo gajo, no meio de uma rua de Lisboa, em pleno dia...
Afastei-me dali, a pensar: "Se for com este, esta noite, tenho o fim de semana ganho..." e continuei a descer. Fui até ao Chiado, comi qualquer coisa, e demorei-me a ver as montras. Depois, meti-me pelo Bairro Alto e o primeiro lugar onde resolvi ir foi ao Portas.
Assim que entro, apanhei um murro no estômago: junto ao balcão, acompanhado de um amigo, lá estava "ele"...
Viu-me logo que entrei. Sentei-me. Quase de seguida ele acaba a conversa com o outro indivíduo, toca-lhe no ombro, ele sai... e o Thomas dirige-se à minha mesa, sorri com um sorriso que quase me fez vir, senta-se, e simplesmente diz: "Hello! Are you alone?"
Com o coração a bombar a 100 à hora, mas com a voz mais calma do mundo, respondi: "I was, before you were here".
Saímos juntos do Portas 15 minutos mais tarde, para irmos para o hotel onde ele estava; quanto a mim, voltei a casa do Duarte no Domingo à tarde, depois de o ter ido levar ao aeroporto para regressar a Miami.

(poderá continuar...)

Dicionário (analfabético e anacrónico) III

Chat - em francês, é gato; por isso, é sinónimo de mim. Mas também pode ser alguém a quem falta qqr coisa pa ser uma ganda seca, só k n se lhe quer dizer... e por isso a gente diz-lhe: "olha, vai ao mirc ver se eu lá tou!" E depois tb há o chá das 5 que tia que é tia tem de tomar, e atão, fica a ser tb um chat; porque além de mais é mesmo chatérrimo ter lá em casa a Quiqui e a Teca e a Cocas, e não ter mai nada senão aquêla coisa k dá plo nome sei lão. Mas prontos só pa caturreira arranja-se uma coisa muita gira com uma coisa assim que parêce um tvisôr, tá a vêre, e tem assim umas têclas, e vamos todas conversar coas nossas amigas k nao pudêram sair de casa puke os maridos tão presos, o que é muita chat.

Tfone - é um instumento im-po-tan-tí-ssi-mo pa toda a gente! Ja imaginou a vida sem tfone? Quando a gente vai às compas e vê akêlas cauças spê gias e quê dizê a toda a gente spê bem k já as compou, comé k ia podê fazê se não tivêsse tfone?!... E os tôkes?!... são o máximoooo! põe-se o tfone no vibadô, e tem dupa função... O tfone? é o maió amigo das tias, das pimas, dos tôlhas e das bixas.

ppoetry

As palavras saíam da minha boca
fugiam as sombras
ficava o gosto a fel e a mel

O escuro trazia até mim
os longínquos sons de um selvagem concerto
animalesco, louco,
sem ritmo,
ofegante

Rugia o trovão
a tempestade amainava
Mas logo recomeçava
enquanto a chuva martelava
na velha estrada
...que não existia.

E o concerto seguia
...talvez uma orgia
sem riso nem tino
talvez o caminho
de algo divino
que acontecia

Mas o sonho acabou
o medo passou
e na boca ficou
o gosto adocicado
azedo e melado
do sonho passado.

E a dúvida cresceu: será que aconteceu?
não sei... não sei...

As palavras fugiram
vazias de sentido.
Um enorme alarido trouxe a realidade;
o quarto escuro,
o som da tempestade:
as árvores gritavam
súplicas de angústia...
as chuvas diziam
"Merda prá indústria
que nos polui!"

E o gosto na minha boca
cada vez mais forte
(parecia papel de música)
fez-me lançar injúrias contra a civilização;

E merda de sinuzite
que me entope o nariz
e me faz ter pesadelos todas as noites!

7.8.04

poetry

O pensamento das coisas
faz-nos chegar até elas.
O pensamento das coisas
faz-nos criar.
O pensamento das coisas
faz-nos pensar nelas.
O pensamento das coisas
faz-nos... pensar.

O pensamento das coisas
leva-nos pra longe de nós,
faz-nos chegar a tudo o que queremos,
traz-nos tudo o que desejamos;
dá-nos as coisas que pensamos.

O pensamento das coisas
faz-nos pensar nelas;
faz-nos abrir em nós portas e janelas
por onde se entra e sai,
livremente.

Oh! triste pensamento,
que não levas a lado nenhum!
És estéril, sem graça,
cansas e causas náuseas...

Pançês 3

4• Os macacos são doidos pá macacada. E não têm preconceitos, nem pruridos, nem levantam pretensas questões morais ou teorias sociais. Apetece-lhes, pimba!
E outra coisa fixe nos macacos são as orelhas.

D(i)ário I

NINGUÉM TEM 22 ANOS
Perdido neste sítio onde as pessoas como eu são maltratadas e olhadas de revés...
Enojam-me as conversas, enjoam-me as perguntas. Não quero mais nada senão ir-me embora outra vez.
Estranho tudo e todos... até a mim...
Só hoje já bati quatro punhetas. Eu! que em Bern dava a volta à cabeça a tudo quanto se mexia à minha volta; eu! que em Barcelona fazia por-se de gatas à minha frente quem quisesse, agora condenado a esta terra de merda onde o sexo é crime...
Bem que tento dar umas escapadelas até Lx, mas os cotas não largam o guito, e eu ainda não desci tão baixo que lho palme.
Apenas consegui ir a Lisboa uma vez. Fui engatado no Bairro Alto. Um estrangeiro (são os meus preferidos; os tugas são uns broncos), musculado, com um sorriso lindo. Fodemos à fartazana, até cair para o lado. Mas não é isso que me interessa.
E, afinal, que me interessa?
Apenas que me deixem em paz.
Que não me chateiem se durmo até tarde, que me deixem vestir a roupa que quero, sem me censurarem as opções das camisolas de alças e as calças Energie.
Que me deixem fazer a puta da minha vida sem estarem constantemente a perguntar pela minha namorada (como se eu fosse obrigado a ter namorada e a exibi-la como um troféu de caça)! Só por me fazerem tantas vezes a mesma pergunta — juro! — se não fosse gay, passava a ser só para ter o prazer de os ver fodidos com a resposta. Só que, aqui, ninguém é gay. E eu menos do que ninguém. Não posso ser gay. Só sou gay quando me fecho no meu quarto e ligo a internet, ou quando telefona algum dos meus amigos gay — esses sim, são verdadeiros amigos, que não se esquecem do buraco onde estou metido e me vão ligando a dar força.
Hoje o Alfred telefonou.
É o gajo mais espectacular que conheço. Nem parece alemão, que têm todos a mania que são os maiores...
Conheci-o em Geneve, numa festa. Mas foi diferente dos outros todos. Nessa noite levou-me para casa dele e nunca mais vivi noutro lugar até me vir embora da Suiça. O Alfred não quis sexo; nem deixou. A única vez que tivemos sexo foi na noite da minha despedida. E que noite!!! Não sei quantas vezes me vim. Foi a maior foda da minha vida.
Como é que vim parar da Suiça aqui? Isso também eu gostava de saber!!!... porque raio me deixei levar na conversa da cota e vir fazer a merda dos exames do 12º ano, e agora a cota não me deixa sossegado, a querer saber mais do que eu lhe quero (e posso) dizer...

(...continuará?)

Dicionário (analfabético e anacrónico) II

Coisa - aplica-se a tudo. Se a "coisa" tá má é porque não gostamos dela; se falamos na "coisa" dos pretos, pensa-se em 30 cm; mas se é na "coisa" das chinesas, ou a vêmos atravessada, ou ficamos cos olhos em bico. Mas, feitas bem as contas, ainda há tanta coisa à solta por aí!!!

Pançês 2

3• O "giro" é um juizo de valor, acerca de alguém cheio de estilo, k somos levados a fazer (ou não) conforme formos inteligentes (ou tacanhos).

Dicionário (analfabético e anacrónico) I

Pançês - do francês "pensées", pensamentos

Estranho - princípio de normalidade

6.8.04

Pançês 1

1• Os blogs são como os cús: toda a gente tem um.

2• O primeiro bloguista foi Pascal (Blaise Pascal. Born at Clermont-Ferrand, 19 June 1623; died in Paris, 19 August 1662). Só não foi na net; escrevia em papelecos as merdas todas que lhe passavam pla cabeça, pa não se esquecer delas. O gajo tinha pinta. Tou em crer que era larilas...

a razão

Hoje tava no banho e decidi fazer um blog.
Mais blogo penso nisso...